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segunda-feira, janeiro 04, 2010

Eleições distritais no CDS de Coimbra: as coisas que não entendo...

Não entendo como pessoas que afirmam "defender os valores tradicionais" sejam capazes de trair os que dizem ser seus amigos...
Não entendo como pessoas que colaboraram em constituir um órgão distrital colectivo, apenas seis meses passados participem numa demissão orquestrada...
Não entendo como pessoas que fizeram tudo - por vezes até ao limite do decente - para impedir Paulo Portas de chegar à liderança do partido, nidifiquem agora sem escrúpulos na sua sombra.
Não entendo como pessoas que, nas várias anteriores distritais das quais fizeram parte, brilharam principalmente por absentismo e imobilismo, de repente queiram ser os motores da renovação...
Não entendo como pessoas que, nas várias anteriores distritais das quais fizeram parte, nunca mexeram um dedo para apoiar as concelhias periféricas, se proclamem agora como futuros "dinamizadores" das mesmas....
Não entendo como pessoas - como é do conhecimento público - são de Coimbra, nestas alturas dizem ser de outros concelhos...
Não entendo como pessoas que se intitulam como adeptos do dialogo democrático, censurem por sistema os comentários cépticos nos seus blogues...
Não entendo como pessoas que - segundo rumores - têm telhados de vidro, concorram a lugares que eventualmente só podem ocupar temporariamente...
Não entendo como um deputado, supostamente o fiel depositário de todos os votos do povo da direita, esqueça o seu papel de unificador imparcial, virando-se contra uma parte do seu eleitorado...
Entendo que a lista do Dr. Paulo Almeida tem todos os aspectos de uma expedição punitiva da concelhia de Coimbra contra a periferia.
Entendo que a estratégia da futura distrital deva estar baseada na vontade de unir o distrito e não se reduzir a um mero ajuste de contas.
Entendo que só a lista do Dr. Nunes da Silva apresenta com dignidade e honra as condições necessárias para atingir este objectivo...

segunda-feira, setembro 28, 2009

Vitória de Pirro ?


Na interpretação das eleições de ontem, existe uma clara contradição entre a politica e a matemática. Para a matemática, a ciência exacta por excelência, só um único partido com representação nacional perdeu votos, nomeadamente o PS que foi sangrado em meio milhão de votos, ficando com só um pouco mais de 1/3 do eleitorado que optou pelo seu projecto. Isto implica que quase 2/3 dos votantes - obviamente às vezes por motivos diametralmente opostos - recusaram o Eng. Sócrates para governar o país. Todos os outros partidos avançam, mesmo o PSD pós-Satanista. A matemática só indica dois grandes vencedores, o CDS-PP e o BE que ambos duplicam mais ou menos o número dos seus deputados, o PSD e a CDU avançam um pouco, mas falham estrondosamente os seus objectivos. Do ponto de vista politico, a situação é algo diferente : o PS continua a ser - e com grande avanço - o partido mais votado e por isso terá direito a (tentar) formar o governo. Há muitas prendas envenenadas : o CDS-PP e o BE só podem fazer qualquer coisa útil com a sua votação tão espectacularmente acrescida, em combinação com José Sócrates; no entanto podemos supor que o seu eleitorado é por convicção ferozmente oposto à figura do PM : assim, colaborar a grande escala com Sócrates de certeza afugentará os eleitores recém-conquistos, mas por outro lado manter-se numa oposição estéril provará a "inutilidade prática " dos seus assentos parlamentares obtidos.
Mesmo assim, considero que os resultados de domingo têm um aspecto positivo para a democracia : deixou de existir a supremacia inabalável dos dois grandes partidos que reduziram a política portuguesa a um jogo de alternância, asfixiando todos as outras correntes políticas . O eleitor - exactamente como no resto da Europa - afastou-se do "melting pot" central e perdeu o medo de andar por outros caminhos, mostrando o seu interesse por projectos mais nítidos, mais claros, mais compreensíveis. Caberá aos nossos políticos provar - como é habito adquirido em muitos outros países da CE - que são capazes de dialogar e de assumir compromissos para o bem da nação : se não, daqui a 1-2 anos seremos outra vez chamados às urnas. E... atenção, mais "uma vitória extraordinária" destas e o PS estará ao nível do PSD da Manuela: a memória do Rei Pirro está omnipresente.
De verkiezingen in Portugal gaven een eigenaardig resultaat : de regerende PS verloor als enige van alle in het parlement zetelende partijen stemmen - een half miljoen dan nog wel -maar behaalde toch veruit het meeste stemmen en zal dus de nieuwe regering vormen. Gaan sterk vooruit de meer linkse (BE) en de meer rechtse (CDS/PP) partijen. De centrale liberale PSD kon zijn zwakke positie hoegenaamd niet verbeteren.