Mostrar mensagens com a etiqueta ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ambiente. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Fernando Ruas, o salvador do Homo portucalensis?

Num tom de populismo anti-ambientalistico do nível "taberna-onde-cheira-ao-tintol-e-ao-bagaço ", já considerado como extinto pelos especialistas nos meados do século anterior, o Dr. Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional de Municipios Portugueses intitulou os protectores dos morcegos, dos lobos do Leomil ou das gralhas-de-bico-vermelho como (cito) "fundamentalistas bacocos que parecem esquecer que a primeira espécie que nos cumpre defender é a humana".
Nada de surpreendente porque a atitude retrograda do Dr. Ruas personifica perfeitamente a mentalidade que reina na maior parte das nossas Câmaras : tudo que tem a ver com a natureza e o ambiente é visto com um brinquedo na moda que implica a plantação de alguns arbustos nas rotundas que ornamentam as nossas cidades "modernas" (como Viseu), um discurso muito "verde" no Dia da Árvore, um canil municipal para cães abandonados, uma ETAR aqui e ali e ... já está, estamos actualizados e apresentáveis ao Mundo inteiro. Todavia a verdadeira paixão pela Natureza e pelo Ambiente, baseada em convicções sinceras ainda não chegou à massa cinzenta da maior parte dos nossos autarcas onde o lobo continua a ser um monstro que come ovelhas e o morcego um diabo voante que assusta as crianças.
Ontem, no Dia Internacional contra a Corrupção, Ban Ki-moon , o Secretário-Geral da ONU apontou a corrupção como um entrave ao desenvolvimento e o Dr. Guilherme d´Oliveira do Conselho de Prevenção da Corrupção pediu mais medidas na luta contra a mesma praga que manifestamente grassa no nosso país. Afinal, o Dr. Ruas não defenderia melhor a espécie humana em Portugal, empenhando-se na guerra à corrupção que quase de certeza infectou também alguns membros da organização que dirige e que neste país também trava o desenvolvimento. Ou será que se vê mesmo como o chefe-de-fila do Homem portucalensis na sua luta neandertalesca com o Canis lupus sinatus, com o Pyrrhocorax pyrrhocorax e com a ordem Chiroptera inteira ?
De Voorzitter van de Vereniging der Portugese Gemeenten verklaarde onlangs dat de beschermers van de Iberische wolf en van de vleermuizen fundamentalisten zijn die vergeten dat juist "de mens" de soort is die in de eerste plaats moet verdedigd worden. Ja dat zegt wel iets over de mentaliteit in die kringen. Zou deze heer niet beter de raad op volgen van Ban Ki-moon en de corruptie helpen bestrijden die in Portugal veel meer de voorutigang remt dan een paar eenzame wolven.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Poluição luminosa em Podentes (2)


No dia 16-09-2009 publiquei aqui um texto sobre um caso manifesto de poluição luminosa em Podentes, que complica dia após dia a minha vida e a dos meus familiares. Há poucos dias e por pura coincidência, ouvi um dos melhores jornalistas de Portugal falar sobre o assunto na sua rubrica "Sinais" na TSF. Podem ouvir e apreciar no site http://tsf.sapo.pt/programas/programa.aspx?content_id=903681 .
De facto, no seu programa, Fernando Alves, o mágico da palavra pura e da ideia densa, refere-se à recente iniciativa francesa de 24-10-09 – na qual participaram 177 cidades – para devolver à Noite os seus direitos (mais detalhes em http://www.jourdelanuit.fr/ )
Esta iniciativa foi apoiada por um grande número de instituições prestigiadas entre as quais o Ministério Francês do Ambiente. Por isto, creio ter demonstrado que não sou um extravagante qualquer, mas sim um cidadão preocupado com o ambiente e - admito-o sem reservas - com o meu próprio bem-estar. Será que neste contexto Penela pode tomar uma atitude protagonista em Portugal ou será – mais uma vez – sonhar a alta voz? Seria uma iniciativa prestigiante, quase sem custos, amigo do ambiente e "tourist friendly"... Não são sempre as fanfarras que fazem mais barulho que tocam a melhor música...
In Frankrijk werd onlangs in 177 steden de nacht van de duisternis gevierd. Misschien wel het imiteren waard in ons dorp, Penela...

quarta-feira, setembro 16, 2009

O atraso ambiento-cultural iluminado em Podentes


A poluição luminosa é o tipo de poluição ocasionada pela luz excessiva criada por humanos. A poluição luminosa interfere nos ecossistemas, causa efeitos negativos à saúde, ilumina a atmosfera das povoações, reduzindo a visibilidade das estrelas. Alguns processos naturais só podem acontecer durante a noite na escuridão, como por exemplo, repouso, reparação, predação ou recarga dos sistemas. Por esta razão, a escuridão possui igual importância como a luz do dia. É indispensável para um funcionamento saudável dos organismos e de todo o ecossistema. A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influencia vários aspectos do comportamento animal. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal, alterar interacções de competição, alterar relações entre presas e predadores e afectar a fisiologia do animal. Enquanto que o aumento da claridade do céu nocturno representa o efeito mais familiar, outros aspectos alarmantes ainda se encontram por contabilizar, como por exemplo, o facto de a poluição luminosa conduzir a um maior gasto de energia eléctrica. Numa escala global, aproximadamente 19% de toda a electricidade utilizada serve para produzir luz à noite (gerada pela carbonização de combustíveis fosseis, responsáveis para a descarga dos gases culpados do aquecimento global e pela exaustão dos recursos-não-renováveis.). A poluição luminosa produz muitos outros impactos no ambiente. Efeitos perigosos envolvem o reino animal, o reino vegetal e a humanidade. Para além de ser eminentemente deteriorativa para aos animais nocturnos, migratórios e para os animais em voo, a poluição luminosa produz também riscos nas plantas. Na maior parte dos casos a poluição luminosa é provocada pela industria, todavia em Vendas de Podentes, Penela, é devido ao atraso ambiento-cultural de algumas pessoas que acham que colocar dois postes de iluminação com três lâmpadas potentes num pequeno lugar onde só vivem 4 pessoas e onde praticamente não há transito, como uma prova de sua modernidade : estragam o ambiente, diminuem a qualidade de vida dos inquilinos e ...o contribuinte paga. Não seria honesto omitir aqui a compreensão e o apoio recebido da parte do vereador responsável da Câmara Municipal de Penela; para além disso, parece que aquela iniciativa infeliz e retrograda não é oriunda da Câmara nem da EDP...
PS. Na semana anterior visitei algumas cidades na Alemanha e na Holanda: não encontrei nenhum espaço público com tanto intensidade luminosa como aquela pobre-praçeta-particular nas Vendas...
Bij de kapel, in ons 2-huizen gehucht, werden drie felle straatlampen geinstalleerd (op een 5 meter van elkaar) zodat het nooit meer echt donker wordt. Dit is niet aleen slecht voor het milieu maar ook voor de 4 omwonenden wier bioritme fel gestoord wordt. Ter info : er komen daar 3-4 wagens per dag voorbij...

terça-feira, dezembro 30, 2008

Ananismo jornalistico...

No dia 7 de Novembro publiquei aqui um texto relacionado com o impacto negativo dos veículos todo-o-terreno sobre o ambiente, seja directa ou indirectamente. Estou convicto que não existem quaisquer argumentos para pôr em duvida esta afirmação e é uma realidade que nos países “ambientalisticamente” desenvolvidos tomam-se sempre mais medidas, não só para defender a natureza contra invasões motorizadas indesejáveis como também para travar a proliferação deste tipo de veiculos. O Diário As Beiras na sua edição de 27-12-08, referiu-se ao meu texto “recente” (!), julgando necessário mencionar as minhas opções políticas. Não conheço nem o nome nem as tendências politicas do Sr. Jornalista, todavia acho o seu mini-artigo uma demonstração de futilidade: de facto, limita-se a mencionar a última frase do meu artigo, frase que dava num tom de humor negro algumas dicas para diminuir os impulsos hormonais de certos “pilotos” de 4x4 ; sobre o cerne do problema, nenhuma palavra!
No entanto quem detem o minimo de informação sobre o assunto, sabe que a minha afirmação é inteiramente verídica : é um facto inegável que, para certos homens, conduzir um carro potente corresponde a um exercício de poder machista e é consequentemente o resultado de influências hormonais. A expressão " ao contrario do feminismo, o machismo já matou muita gente" surgiu exactamente neste contexto. O Diário As Beiras perdeu uma bela oportunidade para iniciar uma discussão alargada sobre o assunto e para sensibilizar os seus leitores, incluindo certos autarcas, para o facto de que organizar raids do tipo "vroum...vroum...vroum " nas matas, nos campos e nas florestas consta de um acto francamente hostil à natureza. Não é nenhum sinal de modernidade, bem ao contrario é uma manifestação de atraso ambientalistico lamentável. Sabemos que a imprensa local ou regional é obrigada a lamber muitas botas para poder sobreviver, todavia cremos que há ainda um futuro para um jornalismo isento, independente e investigador. Um dia, esta faceta do ambientalismo estará também no centro das atenções em Portugal; mas quando, em 2015 ou em 2020? "En attendant" a malta considera-se fixe quando mete o capacete e acredita que está "pilotando" na ponta do progresso. Será que a gajada vai se babar toda?
Een lokale krant neemt mijn blog-artikel van 7-11-08 op de korrel omdat ik op ironische toon wat middelen aan de hand doe om het testosteron-gehalte in het bloed der terreinwagen-fanaten wat te doen dalen. Over de grond van de zaak niets : belijkbaar is het nog te vroeg om te beseffen dat "terreinwagens" en "natuur" 2 tegengestelde begrippen zijn.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Testosterona “on wheels”: os 4 x 4 e o ambiente….

No nosso país, organiza-se sempre mais actividades com motas e veículos todo-o- terreno. Nos fins-de-semana invadem os campos, matas e florestas. Muitas Câmaras deliciam-se em apoiar tais eventos, crendo que é uma manifestação incontestável da sua abertura ao mundo moderno. Quase sempre se sugere alguma interligação entre a natureza e as máquinas referidas, intitulando por exemplo um vulgar “raid” como um “passeio na natureza”. É urgente esclarecer aquela gente: as actividades referidas são verdadeiros atentados ao ambiente, pois implicam incursões de carácter violento com máquinas potentes na natureza, remoendo os caminhos em terra batida, destruindo plantas, afugentando animais, incomodando os outros cidadãos com o seu barulho e fumo. Além disso, incluem frequentemente no seu programa umas “provas especiais” nos riachos e nas ribeiras, destruindo alegremente as suas bermas e poluindo a água com lama.
Como é que alguém pode alguma vez considerar como “actividade ecológica” o gasto brutal de grandes quantidades de carburante de origem fóssil e com emissões de CO2 até 35% superiores à média só para divertimento? Em vários países europeus os tais”passeios” são regulamentados de maneira drástica e quase nunca incentivados. Também vale a pena notar que o próprio conceito do todo-o-terreno – excepto no caso de uso profissional – está em discussão: diversas cidades Holandesas interditam simplesmente o estacionamento a este tipo de veículos no seu perímetro, pois ocupam muito espaço, poluem enormemente e provocam no caso de acidente lesões muito mais graves. Conclusão: a promoção de actividades motorizadas na natureza não é uma prova de alguma sensibilidade ecológica, não é exactamente o oposto, é a demonstração eloquente dum atraso ambientalista dramático.
Mas quem são estes “pilotos” do sábado e domingo? Não há dúvidas que – em muitos casos – somos confrontadas com indivíduos que sofrem dum excesso de testosterona nas veias. Obrigados durante a semana a fazer uma vida de rato cinzento atrás duma secretária, põem durante o fim-de-semana o capacete, vestem um fato de astronauta, entram na sua máquina poderosa e – de repente – explodem sob a forma de um machista omnipotente.
Tenho dois conselhos para estes coitadinhos com tal desequilíbrio hormonal: os mais novos devem tomar com regularidade um duche frio ou então alistar-se nos paracomandos, os mais velhos devem reduzir a sua dose de Viagra ou então comprar uma boneca insuflável.
Steeds meer duiken tijdens de weekends terreinwagens op in onze velden en bossen, die eigenlijk een echte aanslag betekenen op het milieu. Vaak worden ze voorgesteld worden als natuurwandelingen terwijl ze juist wegen en planten vernielen en dieren verjagen. Vaak hebben de "piloten" machistische trekjes.