Mostrar mensagens com a etiqueta caro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, agosto 28, 2009

Romanos a preço de ouro em Penela...


Admito que nunca entendi muito bem porque um parque infantil baseado na temática romana foi instalado na Vila de Penela a 7 km da freguesia do Rabaçal, onde teria sido um complemento natural e lógico da Villa Romana e do Museu aí existentes. Todavia, quando o "Diário as Beiras" de 28-08-2009 mencionou que o novo "Parque das Águas Romanas" custou um milhão de euros, comecei a pestanejar : investir 1 milhão de euros em tempo de crise num parque infantil num concelho pobre, endividado, onde falta tanta infra-estrutura básica (por exemplo o saneamento público em certas povoações) não é assim tão evidente. A Dra. Ferreira Leite que ontem em todos os canais de televisão afirmou que está, nesta época de crise, oposta aos investimentos públicos em obras megalómanas, teria de certeza a mesma opinião porque não tenho dúvidas que aquela economista de valor reconhecido defende os mesmos princípios, seja a nível nacional seja a nível autárquico. Não está em questão o valor estético do parque nem a sua (relativa) originalidade, sim o seu preço, a sua primordialidade, a sua oportunidade neste momento. Podem retorquir que a metade da obra é paga pelos fundos comunitários, pois é, mas será que os cidadãos estão conscientes do facto de que nalguns países membros da Comunidade Europeia começa a crescer uma contestação popular e politica contra o gasto "fácil" dos fundos referidos? Só para dar um exemplo : nas eleições europeias recentes, o segundo partido mais votado na Holanda, o PVV , virou-se radicalmente contra (e cito) "o dinheiro gasto em auto-estradas pouco utilizadas como em Portugal ou na Roménia"; pode não concordar com esta atitude mas devemos tomar em consideração que cada ano cada Holandês contribui para a CE com 387 € (um Belga com 416 € e um Português com 139 €).
Finalmente, não tendo qualquer autoridade no que diz respeito à metodologia educacional, arrisco-me no entanto a fazer algumas reflexões: não será antes de tudo essencial continuar a dirigir os interesses dos jovens para as majestosas ruínas de Conimbriga, as maiores romanas em território nacional? Não é uma solução de facilidade, um incentivo à preguiça intelectual, desviar os visitantes e os seus filhos para os aspectos lúdicos do tema, quando a uns escassos quilómetros têm à sua disposição os verdadeiros e grandiosos vestígios da civilização romana "em directo" e "em completo" ? Há pouco tempo ainda queixaram-se na imprensa de falta de verbas para trazer à luz a metade da cidade conimbricense ainda soterrada ou para comprar as propriedades onde estava situado o anfiteatro : 1 milhão de euros não teriam sido útil para avançar um pouco com um projecto de envergadura nacional, europeia, mundial ? De qualquer maneira, se um dia teria de escolher entre uma visita a Pompeios ou ao Parque Asterix, não hesitarei um único segundo....mesmo em companhia das minhas netinhas...
In Penela, op 10km van de befaamde ruines van Conimbriga, werd een speeltuin aangelegd voor kinderen met als thema de Romeinen : prijskaartje bijna 1 miljoen euro (waarvan meer dan de helft betaald door de CE-fondsen) . Conimbriga is de grootste Romeinse nederzetting in Portugal en ik vind het geen goed idee om de kinderen af te leiden van de echte ruines om te spelen in een mini-nep-dorp.

terça-feira, agosto 05, 2008

Lazy Jet, Easy Shit…

Há duas semanas necessitava de me deslocar urgentemente a Girona para participar numa reunião importante. Era um imprevisto e assim na 3ª feira às 10 horas da manhã comprei via Internet a uma companhia “low-cost” bem conhecida, um voo Lisboa-Madrid (também comprei a outra companhia para a mesma tarde uma ligação Madrid-Girona e reservei um hotel em Girona). Recebi a confirmação da reserva e viajei imediatamente para Lisboa. Quando às 12h30 procurei o balcão do check-in, disseram-me laconicamente que o voo – que acabei de comprar apenas duas horas antes – tinha sido anulado e que tinha de me apresentar no guichet da companhia. Após ¾ horas de fila, a menina explicou-me friamente que só havia duas soluções: 1º optar pelo próximo voo a realizar-se 2 (dois!) dias mais tarde ou 2º pedir o reembolso do meu dinheiro.
E o voo de conexão perdido e o hotel marcado? A mesma voz congelada comunicou-me “não é da nossa responsabilidade…”
E ainda quando procurei informações sobre eventuais outros voos para o mesmo destino, ouvi murmurar do fundo do frigorífico: “não dispomos de informações sobre outras companhias”.
Conclusão: caro viajante ingénuo, pense duas vezes antes de viajar com companhias “low-cost”; não só pode constar duma experiência deprimente como lhe pode custar muito caro.
Wie zijn vlucht ziet annuleren door een bepaalde maatschappij moet niet op veel clementie rekenen. Trek je plan en draai zelf maar op voor een groot deel van de kosten...