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terça-feira, agosto 25, 2009

Uma dica para aumentar a produtividade em Portugal...

Um dos grandes problemas da economia Portuguesa é a fraca produtividade, muito abaixo da média europeia. As causas para o atraso português estão basicamente concentradas em dois dos cinco factores utilizados para avaliar a produtividade dum país : o nível do capital humano e o da capacidade de gestão. Não sou economista, mas tenho a impressão que conheço um método para aumentar a produtividade referida : começar a trabalhar às 9 horas em vez de às 9h e 15. Explico-me : sofrendo de um bioritmo bastante matinal, tenha a tendência de estar sempre à espera uma meia hora antes da abertura das repartições, empresas, escritórios e serviços que de costume começam às 9 horas. Assim tenho todo o tempo de mundo para uma observação pormenorizada de alguns hábitos laborais. O que se passa na realidade é o seguinte : os empregados começam a chegar por volta das 9 horas, passo a passo, gota a gota. Tiram o casaco, abrem os estores, colocam o lanche no frigorífico, bebem um cafézinho, vão fazer a sua mijadela, proliferam alguns comentários sobre a Gripa A e o Ronaldo, pousam delicadamente as nádegas na cadeira e finalmente ligam o computador. São 9h e 15, o trabalho pode começar. Ora bem, creio que neste momento exacto já estamos a perder em relação com os países com melhores índices de produtividade : são quinze minutos, concretamente 3,13% do horário laboral diário. Conclusão : quem consegue convencer os seus colaboradores a entrar no local de trabalho com uns 15 minutos de antecedência - todo o tempo necessário para executar os seus rituais matinais - presta um grande serviço a economia nacional...
Não quero mencionar aqui algumas aberrações tragicómicas às quais ja assisti : como o condutor de um autocarro dos transportes públicos que estaciona o seu veiculo cheio de pessoas, para ir tomar um café ou o chefe da estação dos CTT que fecha o seu estabelecimento colocando um cartaz "voltamos já" na janela, também por motivo da bica...
Als iedereeen stipt om 9h zou beginnen werken en niet om 9h 15 (na een koffietje, een plasje of een babbeltje) zou de productiviteitsindex van de lokale werknemers zeker stijgen...

sexta-feira, novembro 14, 2008

O Economista pratica a arte da autópsia económica.

Durante toda a minha vida, tive sempre um grande respeito pelos economistas. A leitura dos seus artigos na imprensa originava em mim uma profunda admiração por estas pessoas que eram capazes de prever - utilizando um vocabulário técnico-etérico - o futuro da nossa economia e que eram sempre dispostas a dar - a partir do seu púlpito - explicações e conselhos ao cidadão comum. As suas actuações nas televisões não comprometeram em nada esta imagem, muito pelo contrário, aquelas pessoas calmas e decididas, geralmente vestidas em fatos discretos de marca e falando com uma voz suave e contida , fortaleceram ainda a boa impressão criada dentro da minha cabeça. Os acontecimentos dos últimos meses abriram-me os olhos e de facto devemos admitir que os economistas funcionam melhor na sua condição de autopsiadores da economia e não como na de orientadores . Hoje em dia aparecem, tão convencidinhos como antes, nos nossos ecrãs para explicar o que se está a passar na economia, quando na realidade devíamos ter ouvido alertas,avisos e explicações há alguns meses atrás. As ocorrências recentes provaram mais uma vez que a economia não é uma ciência exacta como a matemática, física ou química, deve ser mais considerada com uma "ciência especulativa" porque é baseada em muitos factores impalpáveis e subjectivos (a confiança do consumidor, por exemplo). Além disso, a "ciência da economia" não é independente das ideologias políticas : cada ideologia tem economistas ao seu serviço e todos produzem ou produziram o mesmo tipo de retórica para defender o sistema económico no qual estão inseridos, quase sempre com argumentos contraditórios. São economistas que fundamentaram o sistema económico marxista, fascista ou capitalista e - se calhar - todas falharam. Conclusão : autopsiadores são necessários...mas não tantos....
Het lijkt me steeds duidelijker dat de economisten in feite meer een nabeschouwende functie hebben dan wel een orienterende of preventieve: het zijn in feite lijkschouwers van de economie en niet zozeer gidsen of leidinggevers. Daarbij hebben alle ideologische strekkingen economisten ter beschikking die met dezelfde welsprekendheid tegengestelde standpunten verdedigen.