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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Postes, pombos, pássaros, Penela, Podentes


Há alguns dias estivemos presentes na Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Penela, na nossa qualidade de munícipes, para expor os problemas de saúde e outros que a Junta de Podentes nos causa diariamente com a instalação de 2 luminarias potentes (e inúteis) a poucos metros da nossa casa. Fomos bem recebidos, quase cordialmente. O Presidente da Câmara mostrou a sua inteira disponibilidade para ouvir as nossas queixas e deu a impressão de compreender o nosso "martírio". Claro que houve alguns desentendimentos. Assim à minha pergunta, porque a Câmara fez exactamente o contrário do que o sugerido pelo Provedor da EDP, o Eng. Paulo Júlio esquivou-se dizendo que o Provedor provavelmente não conhecia bem a situação em Podentes; é evidentemente um argumento inválido que desautoriza "a priori" qualquer Provedor que não seja da Terra. Também não concordo com o termo de "requalificação" para justificar o abominável poste erguido no largo da capela: de facto não se trata de "requalificar" alguma coisa, uma vez que o largo é novo e nunca existiu antes... Para além disso, surpreendeu-me que visivelmente nenhum dos presentes sabia que são obrigados por Lei a cuidar do bem-estar do pombo-correio. De qualquer maneira, o Presidente da Câmara prometeu tomar medidas para remediar a nossa situação. E...honestamente, creio que se ele não tivesse um compromisso político, mandava logo arrancar todo aquele aparato para voltar à situação anterior: "...ó Vítor, para a próxima vez, pense duas vezes antes de fazer coisas destas". Enfim, ficamos ansiosamente à espera...
Uma última palavra sobre o Eng. Paulo Júlio : se obviamente não concordo com diversas das suas decisões, admito de bom grado que se trata de um político profisional : dispõe de um "flair" inglês, tem uma postura jovial, é paciente e tem sentido de humor. É provavelmente um dos poucos em Penela que entende que criticas ou observações são sempre dirigidas a projectos, a decisões, a visão política e nunca a pessoa em questão. Tenho a impressão que está a tornar-se um pássaro dourado na mão do PSD e dentro de pouco tempo sairá da sua gaiola restringente -que é Penela- para iniciar voos mais altos.
Já agora, após tantos elogios, se amanha encontrar um garrafão de vinho tinto encostado ao meu portão, já sei de quem é...

sexta-feira, agosto 29, 2008

Um Património vivo desprezado em Portugal

No nosso país temos 4 raças próprias de pombos ornamentais. Ao contrário do que se passa em outros países onde todas as raças de animais domésticos autóctones são apreciadas, preservadas e apoiadas, mesmo que pertençam a espécies sem grande utilidade económica directa, em Portugal estas aves estão em via de desaparecimento. Não usufruem de nenhum incentivo oficial, não merecem qualquer interesse dos meios de comunicação social, são ignoradas pela opinião pública: o abandono total. No entanto, os referidos pombos fazem parte do património vivo deste país na mesma medida como o Burro de Miranda, o Porco Bisaro ou o Cão da Serra da Estrela. As origens do Mariola (2) (e obviamente também da sua forma anã, o Mariolinha (1)) recuam à época dos descobrimentos e deste modo deveriam ter um grande valor sentimental para cada Português: a triste realidade é que existe apenas um par de criadores em território nacional. O Criador Lusitano (4) é um pombo robusto e rústico que além de ser bonito podia ter interesse como produtor de carne para um sector onde estamos sempre à procura de produtos endógenos, todavia esta ave também se tornou raríssima. E finalmente temos o mais pequeno de todos, o cambalhota Português (3), capaz de fazer acrobacias ousadas no ar: uma raça muito apreciada no estrangeiro, tanto na Alemanha como nos EUA.
Honrar o passado é um orgulho para o presente, e neste domínio Portugal falha estrondosamente, claro exceptuando esta mão cheia de criadores nacionais corajosos e perseverantes.
Deze vier inheemse duivenrassen kunnen op weinig appreciatie rekenen in Portugal. Nochtans maken ze deel uit van het levend patrimonium.

quarta-feira, junho 25, 2008

Coimbra, podia ter sido ...mas não foi...


...a referência portuguesa no controlo dos "pombos da cidade". A imagem aqui ao lado mostra um pombal de arquitectura "design" em Amesterdão, destinado aos pombos da cidade e construido por cima dum centro comercial em pleno centro da cidade. Os ediles de Coimbra continuam a falar sobre o assunto há mais de 5 anos... Ninguém tem dúvidas sobre a necessidade de restringir o número dos pombos que vivem nas nossas cidades. Todavia, é de notar que nos países mais avançados neste aspecto (Alemanha, Suiça, França, Holanda, …) estas aves têm direitos e não podem ser abatidas de qualquer maneira ou submetidas a tratamentos químicos incontroláveis: de facto, existe aí uma opinião pública atenta e sempre pronta para denunciar qualquer atentado contra a sua dignidade como ser vivo. Consta na verdade que muitos destes pombos estão doentes, situação em nada extraordinária para animais selvagens que são. No entanto, a maior parte das suas doenças são do foro patogénico específico do pombo ou das aves em geral, e não são transmissíveis ao Homem. Em relação às doenças eventualmente contagiosas para a nossa espécie, falta um fundamento científico a qualquer exagero: assim, a Universidade de Basileia (2004) publicou um documento no qual estipula que nos últimos 62 anos só foram relatados no mundo inteiro176 casos de transmissão de doenças de pombos da cidade para o Homem, o que corresponde a uma média que não atinge os 3 casos por ano. Considerando as centenas de milhões de pombos e pessoas que convivem diariamente em todas as grandes cidades deste planeta, é de facto um número irrisório. Ainda por cima, dois terços das doenças relatadas são de origem fúngica com destaque para a Criptococose. Muitos destes casos são imputáveis não a um incremento dos contactos entre pombos e pessoas mas sim à alteração da situação imunitária do Homem: concretamente porque existem hoje em dia provavelmente mais pessoas que sofrem de um ou outro tipo de imunodeficiência (p.ex. a Sida). O primeiro culpado pela proliferação crescente destes pombos na cidade é, nem mais nem menos, o próprio Homem que disponibiliza por todo o lado lixo alimentar na via pública em combinação com a multiplicação dos prédios degradados. Ambos são assuntos nos quais as Câmaras também têm responsabilidade.
Conclusão: o que já foi dito em 1990 por pesquisadores das Universidades de Utreque e
Munique, nomeadamente que o pombo da cidade é mais um perigo para os outros pombos e aves do que para os humanos, é confirmado por outros termos em 2004 por Wackernagel (Basileia) “ mesmo que os pombos da cidade possam significar esporadicamente um risco para a saúde humana, este risco é muito baixo, mesmo para pessoas que por motivos profissionais trabalham na proximidade dos sítios onde nidificam”. O vereador responsável retirou à Coimbra uma única oportunidade de se destacar neste domínio e dar um exemplo a todos os outros municípios de Portugal. Poderíamos ter optado por soluções similares às utilizadas em centenas de grandes cidades Europeias (Munique, Roterdão, Amesterdão, Zurique, etc. etc.) com base em medidas sinergéticas e humanamente aceitáveis (recusando desde o inicio o uso de métodos cruéis). A instalação de pombais municipais – em vários casos frutos de uma arquitectura de vanguarda - dentro do perímetro da cidade também faz parte desta solução. Paciência, temos o que temos e quando os políticos devem tomar decisões em assuntos que não dominam …
De stad Coimbra die zich graag profileert als de stad van de Gezondheid in Portugal, heeft een mooie gelegenheid laten voorbijgaan om pionier te worden in de kontrole der stadsduiven op een humane en moderne manier. Nu ja, politiekers die moeten beslissen over onderwerpen die ze niet beheersen...