quinta-feira, maio 03, 2012
O Presidente real e as ovelhas virtuais
segunda-feira, abril 02, 2012
O não à extinção de freguesias = o folcore ao poder?
E...vamos apostar que o Governo irá ceder ?
sexta-feira, março 30, 2012
A imprensa desportiva, onde reina o infantil...
quarta-feira, março 28, 2012
A incapacidade de conservar e manter as coisas
segunda-feira, março 26, 2012
Luís Filipe Menezes: correcto mas incompleto (1)
terça-feira, março 20, 2012
Países no marasmo
sexta-feira, março 16, 2012
Incrível: a organização do ensino em Portugal
A minha neta acabou de receber ontem da sua professora a carta em anexo: com uma antecedência de apenas 2 dias, a professora anuncia que vai faltar e que os miúdos podem ir em férias antecipadamente. Não há explicações, não há substituto: desenrasquem-se... Honestamente, acreditam que isto seria possível num outro país supostamente civilizado? Nem falamos do estilo ou do aspecto da carta....
Finalmente uma cerveja com sabor em Portugal
terça-feira, março 13, 2012
O "caroussel" da mediocridade começa: demissão de Henrique Gomes
quinta-feira, março 08, 2012
As águas de Coimbra: amarelas e sujas
quarta-feira, março 07, 2012
Reabilitação urbana: Podentes-Penela
quinta-feira, março 01, 2012
Arquitecto Português em Gent
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Aux armes citoyens...
segunda-feira, maio 03, 2010
A explicação de um silêncio...
Fiquei calado durante bastante tempo e tinha uma razão muito séria: faleceu a minha querida mãe. Quando o espírito se veste de luto e quando o coração chora, a mão não tem mais vontade de tocar nas teclas do computador.Uma nota falsa : só meio dia após o acontecimento fatídico, a noticia chegou a mim, porque de facto, nesta Terra verbalmente repleta de novas tecnologias, não existe uma cobertura razoável da rede telemóvel nem um acesso decente à Internet. Mesmo nos momentos mais tristes da nossa vida estamos atrasados.
Omdat mijn beminde moeder stierf, ben ik lange tijd stil gebleven.
quinta-feira, março 11, 2010
A Tauromaquia, um "bem cultural" a preservar tal qual?

No parlamento catalão está a decorrer uma discussão sobre a eventual abolição das touradas naquela região autónoma da Espanha. Podemos admitir que este debate tem um fundo duplo porque não se trata só de definir se de facto a tauromaquia é classificável como uma actividade cruel em relação a animais vivos mas também porque bastantes Catalães confundem a tauromaquia com uma Espanha centralizadora, tradicionalista e mais sulista (la España negra) com a qual não se podem ou querem identificar. Enquanto se desenrolaram estas discussões em Barcelona, Esperanza Aguirre, a Presidente da Comunidade de Madrid, numa conferencia de imprensa encenada no meio de uma "Plaza de Toros", declarava a Tauromaquia como sendo "un bien de interés cultural". Valência e Múrcia tomaram iniciativas no mesmo sentido e...por pura coincidência, a Ministra Gabriela Canavilhas anunciou em Portugal a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Bem, é um facto inegável que a tauromaquia faz parte da cultura de quase todos os povos ibéricos, na condição de optarmos por definir a palavra "cultura" como "um conjunto de costumes, de instituições e de obras que constituem a herança social de uma comunidade". Todavia, o fundo da questão não é esse: o ponto essencial é se devemos manter a qualquer preço todas as manifestações que fazem parte da nossa cultura tais quais, sem nunca nos interrogarmos sobre a necessidade da sua continuação à luz da evolução na nossa sociedade: a "cultura" pode-se dissociar dos valores morais em vigor? Alguns exemplos gritantes da evolução possível do conceito "bem cultural" : os antigos jogos circenses no Coliseu faziam intimamente parte da cultura Romana, mas a nós provocam repugnância pela sua crueldade extrema; a prostituição sagrada nos templos era uma realidade religioso-cultural entre os povos da Babilónia, para nós em 2010 parece sem dúvida uma prática inconcebível. Neste contexto parece-me insensato manter obcecadamente como "bem cultural intocável" uma actividade que consiste em perseguir, torturar e finalmente matar - de maneira sangrenta - um animal, mesmo que seja criado para o efeito. O facto de Hemingway, Picasso ou outros grandes artistas terem glorificada a lide, não muda em nada a sua crueldade inerente: espetar com força pontas de aço na pele de um bovino vivo ou enfiar duas ou três vezes uma espada nos seus pulmões têm muito pouco caracteristicas de uma expressão artista. Em relação com a fábula das endorfinas que protegeriam o touro contra as dores, só posso dizer que "se no è vero, è ben trovato": no final será que o touro ensanguentado no meio da arena está a mugir de prazer? É uma atitude errada considerar aquela tradição ibérica como sendo uma coisa única no Mundo, sistematicamente estigmatizada por ignorantes. De facto, vários outros povos na Europa tinham também enraizadas na sua cultura algumas tradições cruéis com animais e não hesitaram em desistir delas; posso mencionar algumas: na cidade de Ypres (Be) era tradição desde a Idade Média de atirar gatos vivos de uma torre na altura das Festas da Cidade, já nos finais do século XIX os felinos vivos foram substituídos por exemplares em peluche; no norte da França e na Bélgica, os combates de galos eram um "desporto" centenário extremamente popular (amplamente representado na literatura e na pintura): foram proibidos num e estão a ser gradualmente extintos noutro país ; nos Países Baixos existe o costume milenar "das corridas de gansos" (nas quais um cavalheiro tenta arrancar em pleno galope a cabeça de um ganso vivo pendurado): acabaram já há bastantes anos com esta desumanidade; finalmente desde os tempos imemoriáveis existem na minha Terra os concursos de canto para tentilhões, outrora cegava-se os pássaros para estimulá-los a cantar mais, é óbvio que esta barbaridade foi interdita. Só para dizer que a palavra "cultura" não pode servir para legitimar actos contra a dignidade humana como é percebida no dia hoje. Não apelo à proibição imediata e total da "Festa" taurina, mas sugiro um trabalho de educação e sensibilização junto dos jovens no sentido das gerações futuras puderem julgar elas-mesmas se o sangue de um touro tem o mesmo valor cultural da tinta vermelha num quadro de Goya.
In Catalunie worden de thans stierengevechten in vraag gesteld. Ondertussen werden die in Portugal, Madrid, Murcia en Valencia tot Cultureel Erfgoed gepromoveerd. Toch een ietsje te straf vind ik, het bloed en het lijden van een stier tot kunstwerk te verheffen. Tenslotte hadden wij ook in de Lage Landen vormen van dierenkwellerij in onze tradities, waar we van af gestapt zijn: ganzenrijden, hanenvechten, kattenwerpen in Ieper, het blind maken van zangvinken, etc.
terça-feira, fevereiro 23, 2010
As meias de Rangel
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
As contas do Sr. Nunes ou o meu Português?
terça-feira, fevereiro 09, 2010
La Place de la Concorde em Podentes...

sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Postes, pombos, pássaros, Penela, Podentes












