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segunda-feira, agosto 26, 2013

As autárquicas em Penela (1): Que mensagem gostaria de deixar aos Penelenses

 

(publicado no 
Jornal "Região do Castelo" )

Mais uma vez o eleitor será submetido aos cantos das sereias dos dois grandes partidos. Uma máquina de propaganda poderosa não hesitará em usar todos os meios – crise ou não – para perpetuar a sua posição dominante. Nestes tempos difíceis podemos optar por um outro caminho que consiste – seguindo a lógica do Presidente da República – na junção de todas as forças vivas políticas, também em Penela. Se for eleito, garanto que irei fazer todos esforços possíveis para incluir todos os Penelenses de todos os partidos na governação do Município. Não haverá mais vereadores sem pelouro. Bom senso e sinceridade podem e devem ultrapassar os preconceitos inerentes ao sectarismo partidário. Dêem-nos uma “chance” para servir de hífen entre as diferentes facções da população de Penela porque afinal o Amor às Pessoas pode ser tão decisivo como o à Terra. Unidos iremos mais depressa e mais longe. Uma mudança de mentalidade impõe-se, também a nível autárquico, para garantir a nossa permanência na Comunidade Europeia e, no nosso concelho, isto é só possível mediante uma alternância democrática. Fala-se muito de orgulho, mas a realidade é que no dia de hoje uma troika estrangeira tomou as rédeas do país. A nossa Penela não repetirá os erros do passado e colaborará activamente na restauração da independência financeira e económica de Portugal. Sim nesta Penela e neste Portugal terei e teremos ainda mais orgulho.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Um Património vivo desprezado em Portugal

No nosso país temos 4 raças próprias de pombos ornamentais. Ao contrário do que se passa em outros países onde todas as raças de animais domésticos autóctones são apreciadas, preservadas e apoiadas, mesmo que pertençam a espécies sem grande utilidade económica directa, em Portugal estas aves estão em via de desaparecimento. Não usufruem de nenhum incentivo oficial, não merecem qualquer interesse dos meios de comunicação social, são ignoradas pela opinião pública: o abandono total. No entanto, os referidos pombos fazem parte do património vivo deste país na mesma medida como o Burro de Miranda, o Porco Bisaro ou o Cão da Serra da Estrela. As origens do Mariola (2) (e obviamente também da sua forma anã, o Mariolinha (1)) recuam à época dos descobrimentos e deste modo deveriam ter um grande valor sentimental para cada Português: a triste realidade é que existe apenas um par de criadores em território nacional. O Criador Lusitano (4) é um pombo robusto e rústico que além de ser bonito podia ter interesse como produtor de carne para um sector onde estamos sempre à procura de produtos endógenos, todavia esta ave também se tornou raríssima. E finalmente temos o mais pequeno de todos, o cambalhota Português (3), capaz de fazer acrobacias ousadas no ar: uma raça muito apreciada no estrangeiro, tanto na Alemanha como nos EUA.
Honrar o passado é um orgulho para o presente, e neste domínio Portugal falha estrondosamente, claro exceptuando esta mão cheia de criadores nacionais corajosos e perseverantes.
Deze vier inheemse duivenrassen kunnen op weinig appreciatie rekenen in Portugal. Nochtans maken ze deel uit van het levend patrimonium.